Após “13 Reasons Why”, pesquisas sobre suicídio aumentaram 19%


 

O controverso seriado 13 Reasons Why continua dando o que falar. Segundo informações de um estudo publicado nesta segunda-feira (31) no jornal JAMA Internal Medicine, a produção que mostra como uma adolescente resolveu acabar com a própria vida pode ter ligação com o aumento de pesquisas feitas mundialmente no Google com a palavra “suicídio”.

Composta por treze episódios, a série foi lançada pela Netflix no dia 31 de março. Nas três semanas seguintes, foram feitas 900 mil pesquisas a mais do que o esperado sobre a temática, um aumento de 19% em relação à média histórica. Foram pesquisados métodos de suicídio, histórias de suicídio e também formas de prevenção a ele.

O estudo não mostra, no entanto, nenhuma relação entre elas e casos reais de morte. Um editorial publicado no mesmo jornal afirma que não está claro se as pesquisas foram feitas por “curiosidade ociosa” ou por indivíduos de fato suicidas. Argumenta, mesmo assim, que os produtores poderiam ter dado mais ênfase à prevenção, incluindo listas com lugares onde encontrar ajuda no final de cada episódio, por exemplo.

Em comunicado, a Netflix afirmou que sempre acreditou que a série aumentaria as discussões sobre o tema e que esse “interessante estudo” confirma isso. “Estamos de olho em novos estudos e levando tudo que podemos aprender aos nossos corações para nos preparar para a segunda temporada”, concluiu.

13 Reasons Why relata a história de uma jovem que, antes de se matar, gravou treze fitas com denúncias de casos de abuso sexual e bullying que a levaram a tomar a drástica decisão. O final chega a mostrar a cena de seu suicídio. Em meio às polêmicas, a série já foi renovada para mais uma temporada.

Após “13 Reasons Why”, pesquisas sobre suicídio aumentaram 19%

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